Angola

Jul102010
Escrito por Luso Presse
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Embaixadora : S.E. Dra Maria Elizabeth Augusto Simão de Carvalho

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Festa Nacional - dia 11 de Novembro

Capital – Luanda

População – 16 800 000

Moeda – Novo Kwanza

 


Cultura

 

A par da língua portuguesa – idioma oficial, língua materna para 40% da população e segunda língua para a maioria etnias –, vigora o heterolinguismo. Angola tem várias línguas nacionais, como o umbundo, quimbundo, quicongo, ovimbundo, bacongo, chokwe, mbunda, luvale, nhanheca, gangela e o xikuanyama.
A população é predominantemente cristã, e a religião católica é a mais difundida. Neste campo, o cristianismo apresenta uma taxa na ordem dos 70,1% (católicos, protestantes) e as religiões tradicionais 29,9% (segundo dados de 1995).

Nas zonas rurais, predomina como referência cultural a literatura oral, a etno-música, a etno-dança, a etno-arte e as manifestações mágico-religiosas, com seus rituais, trajes e penteados, elementos que constituem a chamada civilização oral.

No campo da arte escultórica realçam-se as “máscaras”, intervenientes nos ritos de iniciação, nos rituais de propiciação (para a caça, plantações, e fecundidade feminina) e na prática mágico-religiosa e divinatória. Algumas destas máscaras celebram mulheres cuja beleza empolgou a comunidade.
Nos centros urbanos, as populações de afro-europeus oferecem um misto de elementos musicais, de dança. Nas artes plásticas e teatro, como resultado do cruzamento de culturas e do mais recente movimento de valorização de africanidade.

Nos centros urbanos foram criados grupos de dança étnica ou que se baseiam em coreografias étnicas e, nas Artes Plásticas destacam-se as telas, esculturas, gravuras e baixos relevos em latão.
Através de certames nacionais e internacionais, vão-se revelando alguns artistas regressados do exílio.
Na pintura destacam-se autores como Viteix (já falecido), Tomás Vista, José Zan de Andrade, Telmo Vaz Pereira, António Ole, Alvim Ferreira, Jorge Gumbe, Francisco Vandunem “Van” e Eleutério Sanches.

A cinematografia nacional, por sua vez, iniciada após a independência, conta com alguns cineastas, como António Ole, Orlando Fortunato e Ruy Duarte de Carvalho, autores de curtas metragens, documentários e longas metragens exibidos e galardoados no país e no estrangeiro.
Também merecem destaque novos cineastas como Zézé Gamboa e Maria João G., que representam a nova vaga do cinema nacional.
Angola tem como mérito o facto de ter sido um dos primeiros países de África onde se produziu literatura escrita.

Aliás, podemos recuar até ao início do século XVII para antevermos os primeiros sinais da existência de produção literária no local, sobretudo em Luanda.
Desde meados do século XX, a literatura angolana viu-se fortemente marcada pelo movimento anti-colonial e pelo desejo de afirmação da nacionalidade. Dentre os principais nomes da literatura moderna angolana, merecem destaque: Cordeiro da Matta, Assis Júnior, Víriato da Cruz, Mário Pinto de Andrade, António Jacinto, Agostinho Neto, Luandino Vieira, Pepetela, António Cardoso, Uanhenga Xitu, Boaventura Cardoso, Henrique Abranches, Manuel Rui, João Melo, Paula Tavares e Luís Kandjimbo.

Actualizado em Jul312010

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