João Lobo explicou que apesar do Tejo apresentar sinais de uma recuperação, é preciso comprovar de modo a saber a situação atual.
"Vamos ver se existem condições para a produção e recolha de ostras para que depois sejam tratadas e comercializadas. Existe uma empresa interessada mas temos que ver, apesar dos sinais positivos de recuperação dos últimos tempos", referiu.
A Administração da Região Hidrográfica do Tejo, o Instituto Nacional dos Recursos Biológicos, a Câmara da Moita e uma entidade privada, assinaram hoje um protocolo que visa investigar a viabilidade do crescimento de ostras no Tejo e determinação da adequação da qualidade da água do estuário para a produção comercial de bivalves.
"Este protocolo tem a duração de um ano, apesar de puder ser renovado. O empresário interessado vai fazer uma candidatura para uma plantação de ostras, sendo depois todo o processo acompanhado, que normalmente dura oito meses. Penso que dentro de um ano já teremos resultados", defendeu.
O secretário de Estado do Ambiente, Pedro Afonso de Paulo, mostrou-se hoje confiante no regresso à produção de ostras ao Tejo, graças aos projetos de saneamento da Grande Lisboa que melhoraram os índices ambientais do rio.
AYL
Lusa/fim

Moita, 08 fev (Lusa) - O presidente da Câmara da Moita, João Lobo (PCP), afirmou hoje que já existe um investidor interessado no regresso das ostras ao estuário do Tejo, mas defendeu que tudo depende da classificação do rio.
