Quarta, 02 Fevereiro 2011 21:28

Casa Pia: Ministério Público aguarda decurso normal do processo, "nada tendo a requerer de momento" - PGR

Escrito por  TQ (MP/CC)
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Lisboa, 02 fev (Lusa) - O Ministério Público anunciou hoje que não tem "nada a requerer de momento" relativamente ao processo Casa Pia, depois de o arguido Carlos Silvimo ter afirmado que mentiu em tribunal.

 

O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, e o procurador titular do processo Casa Pia, João Aibéo, reuniram-se hoje à tarde para "discutir" o processo "em toda a sua extensão", como havia afirmado à agência Lusa uma fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

Questionada pela Lusa sobre o resultado da reunião, a PGR respondeu que "o Ministério Público aguarda o decurso normal do processo, nada tendo a requerer de momento".

No dia 26 de janeiro passado, a PGR tinha informado que o procurador-geral da República "vai reunir-se", sem precisar uma data, com o procurador responsável pelo processo Casa Pia "para analisar as declarações" de Carlos Silvino, condenado a 18 anos por pedofilia, que numa entrevista então divulgada disse que mentiu em tribunal.

"A PGR vai analisar as declarações. O procurador-geral da República vai reunir-se com o procurador João Aibéo. De momento, não serão tomadas outras iniciativas", referia uma nota oficial da PGR, em resposta também a uma pergunta da Lusa.

Em entrevista à Focus – realizada por um jornalista da revista, coautor de um livro sobre Carlos Cruz e o processo Casa Pia, juntamente com a ex-mulher do apresentador de televisão –, Carlos Silvino disse que mentiu em tribunal e que não conhecia os outros arguidos.

O julgamento do processo Casa Pia relativo a abusos sexuais de menores da instituição terminou, ao fim de quase seis anos, com um acórdão que condenou seis dos sete arguidos a penas de prisão e ao pagamento de indemnizações.

Carlos Silvino foi condenado a 18 anos de prisão, Carlos Cruz a sete anos de prisão, igual pena foi aplicada ao médico João Ferreira Diniz, o embaixador Jorge Ritto foi condenado a seis anos e oito meses, Hugo Marçal a seis anos e dois meses, e Manuel Abrantes, ex-provedor adjunto da Casa Pia, a cinco anos e nove meses. Gertrudes Nunes, dona da casa de Elvas, foi absolvida do crime de lenocínio.

TQ (MP/CC)

Lusa/Fim

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