«As dívidas são para se pagar e os acordos para se cumprir», afirmou o primeiro-ministro hoje no debate quinzenal, na Assembleia da república, perante os deputados.
Passos Coelho reagiu assim, por um lado, às declarações recentes de José Sócrates e de um vice-presidente da bancada socialista sobre a possibilidade de não pagar a dívida pública e, por outro, incitava o actual líder do PS, António José Seguro, a aceitar a introdução do limite de 0,5% ao défice – a chamada regra de ouro – na Constituição.
Na resposta, o secretário geral do PS explicou que «A questão não é saber se há divergência sobre a disciplina orçamental, porque não há: Tanto PS como governo são a favor, de pagar as nossas dívidas, o que nos diferencia é que os senhores têm uma receita errada, porque a única forma que tem de sair da crise é através da austeridade. E se falhar têm nova: mais austeridade».

Lisboa – Reagindo às declarações do vice-presidente da bancada parlamentar do PS, o primeiro-ministro garantiu hoje no debate quinzenal que decorre na Assembleia da República, que Portugal tem de pagar as dívidas e cumprir os acordos feitos.
