«Nós estamos, de acordo com o acórdão do Tribunal Constitucional que no passado tratou sobre matéria relacionada com as taxas moderadoras, muito longe de esgotar o plafond de crescimento dessas taxas moderadoras», afirmou Passos Coelho, em conferência de imprensa, no final de uma reunião com a primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, na residência oficial de São Bento, em Lisboa.
No entanto, o primeiro-ministro, garantiu que embora as taxas aumentem, o número de utentes isentos também será maior, «É muito importante que todos aqueles que têm verdadeiras necessidades económicas não vejam o seu acesso aos cuidados de saúde dificultados por razões de natureza económica ou financeira e, portanto, é hoje claro para Portugal que as pessoas que têm maiores dificuldades financeiras estarão na primeira fila do acesso aos serviços de qualidade na área da saúde», afirmou aos jornalistas.
O primeiro-ministro disse ainda ter «a certeza que os portugueses saberão que nos próximos anos a reestruturação que está a ser desenvolvida na área da saúde não levará mais pessoas às urgências, antes pelo contrário», porque a intenção do Governo «é que o alargamento do chamado médico de família, do acesso às unidades de saúde familiar possa suprir essa ineficiência do nosso sistema hospitalar».

Lisboa – O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu esta segunda-feira que ainda pode aumentar mais as taxas moderadoras, adiantando que o Governo está «muito longe de esgotar o plafond de crescimento das taxas moderadoras» aplicadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
