Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.

19: Exequibilidade de propostas do BE passa pela negociação com o Governo

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
 

(Lusa) – O líder parlamentar do Bloco de Esquerda sustenta que é necessário negociar com o Governo para “retirar informação e testar a exequibilidade das propostas” apresentadas pelo partido, no contexto da resposta à paralisação provocada pela pandemia da covid-19.

Apesar de haver possibilidade para aprovar rapidamente algumas dessas propostas, também é verdade que, noutras, permanece a discordância, nomeadamente no caso da garantia das telecomunicações, referiu Pedro Filipe Soares, numa entrevista ao programa “Gente que conta”, do Porto Canal, que vai ser transmitida hoje à noite durante o Jornal Diário.

A eliminação dos cortes de água, luz e gás “é um debate em curso” que o líder parlamentar do Bloco acredita “poder ser também satisfatório no seu final”.

Relativamente à salvaguarda do tecido económico em Portugal, o dirigente insistiu que o partido defende “uma injeção direta – o chamado dinheiro helicóptero -, para pagamento de salários nos meses de março e abril às micro e às pequenas empresas", a fim de se garantir “a manutenção de postos de trabalho, de rendimento das famílias e uma ligação às empresas" e que as empresas continuem a laborar a seguir.

“Isto é a nossa visão de emergência”, frisou Pedro Filipe Soares.

Essa injeção direta seria de cerca de 500 milhões de euros para as microempresas e de 1.100 milhões para as pequenas empresas, num total de 1.600 milhões de euros.

Isto porque, referiu Pedro Filipe Soares, o que o BE pretende que aconteça nesta fase de pandemia da covid-19 é preservar os empregos e impedir que haja despedimentos.

Pedro Filipe Soares disse também que, embora haja dificuldade em calcular o custo que esta crise terá, sabe-se pelas crises anteriores que, “quanto mais investimento público faltar, pior será o resultado na economia”.

Do mesmo modo, com o rendimento das famílias, “quanto mais o rendimento das famílias faltar, pior será”, frisou.

Questionado sobre a detenção de Rui Pinto, o líder parlamentar do BE disse que o partido discorda que se mantenha em prisão preventiva, já que “nada justifica que tal aconteça”.

“Rui Pinto deve responder perante a justiça pelos crimes que cometeu, se é que cometeu, se for provado que cometeu crimes. Não deve, porque não faz sentido, estar há tanto tempo em prisão preventiva”, enfatizou.

Questionado sobre se concorda com a libertação de detidos em prisão preventiva, Pedro Filipe Soares disse discordar, alegando que a prisão preventiva também é uma forma de não se perturbar a investigação nem os meios de prova.

Discordou ainda que os três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras suspeitos de terem morto um estrangeiro tivessem ficado em prisão domiciliária, alegando, contudo, que o Bloco aguarda pela audição do ministro Administração Interna no parlamento, esperando que, quando isso acontecer, Eduardo Cabrita já vá munido de alguns relatórios.

Quanto a uma injeção de capital público na TAP, que tem a frota parada, desde o confinamento imposto pelo combate à covid-19, o dirigente do Bloco defendeu que, a existir, tem de haver propriedade do Estado.

“Se o Estado vai lá meter dinheiro, tem de ter como consequência uma propriedade do Estado”, sustentou.

Sobre a Europa, nesta altura de crise, o 'bloquista' considerou ser este num “momento-chave” para se “tirarem as dúvidas em absoluto se a Europa serve para alguma coisa ou se não serve para nada”.

“No fundo, se [a Europa] é uma solução ou se faz parte de um problema”, sublinhou.

Para Pedro Filipe Soares, o que se deve exigir aos “líderes europeus e ao Governo [português], em primeiro lugar, é que a Europa seja uma solução, mas, em segundo lugar, também não aceitar (...) posições intermédias que, na prática, não são soluções para coisa nenhuma”.

Durante a entrevista, Pedro Filipe Soares foi ainda questionado sobre a possibilidade de o Bloco vir a viabilizar o próximo Orçamento do Estado, que será discutido em outubro.

O líder parlamentar escusou-se, porém, a avançar qualquer posição, alegando ser “prematuro”.

Quando questionado sobre a existência ou não de tensão entre o BE e o PS, por este não ter viabilizado uma nova 'geringonça', Pedro Filipe Soares disse que a evolução da relação entre os dois partidos está “demasiado humanizada”.

"Está transformada numa relação social entre pessoas e não numa relação entre partidos políticos, visões políticas diferentes e disputas dessas visões políticas”, observou.

Ao Bloco “não interessa essa arqueologia política” das tensões que existiram, concluiu.

Para ver mais textos, por favor clique no nome do autor.


RECOMENDADOS PARA SI

Eventos este Mês

Seg. Ter. Qua. Qui. Sex. Sáb. Dom.
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Últimos Tweets

Covid-19: Conselho Científico diz que "epidemia está controlada" em França https://t.co/HbpUhjvV7g
Executivo caminhense aprova contas positivas do ano de 2019 https://t.co/1sW2qOpJNE
PONTE DE LIMA TEM O 14º MELHOR VIOLINISTA MUNDIAL! https://t.co/6QS6c14puD
Follow Jornal das Comunidades on Twitter