Serafim Silva alcançou o seu sonho em ser massagista

Jul142010
Escrito por Luso Presse
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Nunca é tarde para se atingir os nossos sonhos e vocação

Serafim Silva alcançou o seu sonho em ser massagistaSerafim Silva nasceu no dia 20 de Fevereiro de 1967 e veio para a Suíça no ano de 1989.

É casado, tem um filho e o seu sonho foi sempre em ser massagista, A área da saúde sempre o fascinou e como tal nunca deixou de procurar de se valorizar profissionalmente e na área em que se sente bem.



Passou por diversas fases e conseguiu o seu diploma, reconhecido oficialmente, e continua ainda, porque, o campo da saúde está sempre em constante evolução.

O seu sonho foi concretizado ao abrir o seu próprio consultório no passado dia 1 de Setembro, em Hergiswil…

 


Gazeta — Como é que as massagens apareceram no teu percurso?

Serafim Silva -- Devo confessar que desde muito pequeno senti sempre uma grande admiração pelo campo da saúde e do bem estar. Vivi muitos anos Alemanha com os meus pais, e lembro-me quando era pequeno, quando a minha tinha dores de cabeça, eu massajava-lhe os ombros para que ela se pudesse sentir melhor. Eu sempre tive este gosto em ser massagista. Vim para a Suíça e comecei a trabalhar na hotelaria e devo confessar que senti que este meu sonho nunca poderia ser realizado. No entanto, há coisa de quatro anos, fui-me informar ao Centro de Empregos e formação profissional, no cantão de Lucerna, onde me disseram que era possível e deram-me uma lista com diversas escolas de Massagistas no cantão. Assim, inscrevi-me e comecei a tirar o curso e aqui estou nos dias de hoje com o meu diploma tirado e reconhecido pelas autoridades competentes, como tenho já o meu consultório…

Gazeta — Passado este obstáculo da formação, qual é o teu maior desafio neste momento?

SS—O meu maior desafio é qualificar-me cada vez mais neste campo, porque a formação é contínua, existem sempre coisas novas para se aprender, como novas técnicas, e fazer desta profissão o meu modo de vida, que neste momento ainda é parcial.
Gazeta — As massagens é um bem necessário para o bem-estar das pessoas?

SS — Acho que sim. Até agora todas as pessoas que estão sob as minhas mãos, sentem efectivamente uma grande melhoria na sua qualidade de vida. Não têm tantas dores na coluna, as chamadas dores de costas, os músculos ficam muito mais aliviados e existe uma descontracção natural com o massajar dos músculos, como também as dores do pescoço, pernas, braços…enfim, as massagens têm o condão de relaxar os músculos e de uma pessoa não sentir tanta pressão. Uma vez por mês, para quem puder fazer, vão ver que vale a pena.

Gazeta — Quer dizer que as massagens resolvem todos os problemas?

SS— Não. Isso não se pode dizer. Porque até existe a parte da manutenção física. Ou seja, uma pessoa que seja bastante activa praticando desporto, tem mais tendência a ter menos problemas. Existem hábitos, como ao levantar da cama esticar as pernas e os braços, para que os músculos ganhem a elasticidade necessária para o bem-estar do dia-a-dia, que as pessoas não fazem. No entanto, as massagens podem dar uma maior tranquilidade e relaxamento que faz com que a pessoa se sinta melhor e bem com ela mesma.

Gazeta — As massagens são comparticipadas pelas caixas de Saúde?

SS — Para que as massagens sejam reconhecidas pelos Seguros de Doença, é preciso que o massagista tenha uma certa formação profissional. Eu, por exemplo, tive 6 exames, em diversas áreas, para poder requerer a licença nas autoridades competentes cantonais. Atribuíram-me um número, juntamente com a licença, e assim as pessoas podem apresentar as facturas do meu trabalho às suas Caixas de Doença. Quero referir que só quem tenha no seu Seguro de doença os suplementos, que podem ver as prestações das massagens comparticipadas. Quem tiver apenas o seguro base, ou o obrigatório, não têm a comparticipação.

Gazeta--- Podemos dizer que as massagens são uma medicina alternativa?

SS— Sim, podemos dizer isso. No entanto, na Europa, as massagens ainda não estão vistas como algo de indispensável, como, por exemplo, na Ásia é algo que é considerado de normal. Muitas pessoas têm ainda alguns preconceitos ou pensam que é só acessível a pessoas com um estatuto financeiro superior. Mas não é assim….
Gazeta — Podemos dizer que as massagens relaxa a mente e o corpo?
SS— Claro que é assim mesmo. As massagens relaxam o corpo e a mente, porque é efectivamente o que se passa.
Gazeta — Quanto tempo é necessário para uma pessoa se sentir bem. Digamos uma massagem que nos deixe aliviados?
SS— Para que uma pessoa se sinta efectivamente bem, é preciso uma massagem entre os 50 minutos a uma hora, mais do que isso também cansativo.

Gazeta — Quantas vezes; uma por semana, ou duas?

SS— Não, se uma pessoa não tiver problemas, uma boa massagem ao mês é suficiente para uma pessoa se sentir mais aliviada. É claro, se uma pessoa tiver disponibilidade e possibilidade até ir às massagens uma ou duas vezes por semana. Fica à escolha de cada um.

Gazeta — Utilizas algum produto especial para as massagens?

SS— Depende do problema que a pessoa tenha. Se for só para relaxar, utilizo óleos naturais aromáticos, que pode ser de limão, senão existem cremes e produtos próprios para cada situação. Gostaria de terminar, para incentivar todos aqueles que tenham vontade, de se inscreverem nos cursos profissionais e nunca desistirem, porque é sempre possível uma pessoa atingir os seus objectivos.

Gazeta Lusófona /luso.eu

Actualizado em Jul152010

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