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Uma classe política que envergonha Portugal



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Ihor Homeniuk, cidadão Ucraniano de 40 anos, vindo de Istambul, aterra no aeroporto Humberto Delgado em Lisboa. À chegada é detido, espancado e brutalmente assassinado na sala Médicos do Mundo, sob a responsabilidade do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), ou seja, numa sala sob responsabilidade do Estado Português.

Segundo relatos vindos na imprensa, seguiu-se a tentativa de encobrimento do sucedido e, o óbito, comunicado como sendo provocado por causas naturais.

Bem poderíamos estar a falar de um guião para um romance policial.

Mas, não. Infelizmente, aconteceu mesmo.

Aconteceu, entre os dias 10 e 12 de Março de 2020, num país chamado Portugal. País Europeu, signatário da Declaração Universal dos Direitos do Homem, da Carta Europeia dos Direitos Fundamentais, entre outras, e que a 1 de Janeiro de 2021 assumiu a Presidência do Conselho da União Europeia.

A 30 de Março a Polícia Judiciária (PJ) detém três inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), suspeitos de terem estado envolvidos na morte de um cidadão ucraniano.

Ora, a partir deste momento a decência moral mandaria que a classe política assumisse as suas responsabilidades. Mas, como de costume, NÃO assumiu.

Com a entrevista da viúva de Ihor Homeniuk, a 9 de Dezembro de 2020, o assunto volta de novo à ribalta. Mas, infelizmente, nem assim a classe política assumiu qualquer responsabilidade.

O Ministro Cabrita, política e moralmente incapaz de se demitir, obrou declarações públicas, atrás de declarações públicas, como um verdadeiro Ministro Constitucional. Apresentou-se como o grande democrata, único defensor dos Direitos Humanos. Olhando para o Curriculum dele percebe-se o quão ridículo são estas afirmações.

O que ele, ainda, não percebeu é que ele está politicamente morto. É um Ministro cadáver que tresanda a morte por todo o local onde passa. Será penoso, para Portugal, ter um Ministro cadáver durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.

António Costa, como sempre, falta-lhe dimensão política e moral e sentido de responsabilidade e de Estado. Como tal, é incapaz de demitir um amigo e Kamarada. Para Costa, primeiro estão os amigos e só depois Portugal.

Marcelo, hábil jogador político, começou por apalpar o terreno para ver como paravam as modas. Em Março, diz que é preciso investigar até às últimas consequências o que se tinha passado. Expressão que Marcelo usa, abundantemente, quando não quer fazer nada. Aliás, nem outra coisa seria de esperar, pois nessa altura Marcelo andava em flirt com o PS para ter o seu apoio nas presidenciais. Nove meses depois do sucedido, e com o apoio do PS já conquistado, Marcelo percebe, agora, que se pressionar Costa a demitir Cabrita, capitaliza isso em votos, e é o que decide fazer.

Não esqueçamos que o sonho de Marcelo, de ultrapassar o resultado eleitoral de Soares, ainda se mantém vivo…

Rui Rio, se não escrever sobre o assunto, será um poeta e ainda poderá chegar a prémio nobel da literatura…

Perante esta miséria moral da classe política que nos governa, faço minhas as palavras que Antero de Quental escreveu em 1871: “As misérias morais de qualquer homem contristam-me, porque vejo nelas o abaixamento da alma humana, que devia pairar serena e sem mácula. As misérias morais dos homens, que pela posição, pela autoridade, pelos anos, têm missão de dar o exemplo da justiça incorruptível, e ser como apóstolos entre as nações, essas compungem-me dobradamente, porque vejo nelas a degradação duma coisa augusta, a lei, e o envelhecimento duma coisa venerada, os cabelos Brancos.

Fernando Vaz das Neves

(Artigo escrito de acordo com a antiga ortografia)

 

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Fernando Vaz Das Neves
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