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Meu querido mês de Agosto mudou em 2020

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Meu querido mês de Agosto, é vivido a partir de 2020 de forma diferente. Algo a que nos temos de habituar. O medo e a precaução são palavras constantes que 2020 veio trazer ao nosso dia a dia. Mas com pandemia ou sem, houve quem se aventurasse a fazer férias no seu país de origem, como foi o caso de muitos emigrantes, incluindo eu própria.

Depois de terminadas as férias há que admitir que apesar de ter decidio à ultima da hora viajar para o meu país, senti-me sempre optimista nos locais todos onde estive, à excepção do aeroporto de Zurique. Na Suíça, o uso de máscaras ainda não é origatório em recintos fechados, apenas nos transportes públicos. Pelo que quase ninguém respeitava a distância, e poucos se precaviam com uma máscara no rosto.
Eu e a minha família (incluindo o meu filho de 3 anos) andámos sempre de máscara e fomos olhados de forma peculiar por esse mesmo motivo. Acho estranho que se até o meu filho de 3 anos consegue andar de máscara, tanta gente se oponha a algo que está provado que existe apenas para nos protegermos uns aos outros.

Estive duas semanas em Portugal, utilizei a máscara em todo o recinto público fechado. Desinfetei as mãos e lavei-as sempre que pude. Mantive a distância social. Senti-me segura. Claro que estive com familiares e amigos, com os devidos cuidados. Apesar de não dar abraços e beijinhos, a viagem veio nesse sentido – ver e rever quem nos faz falta, porque provavelmente no Inverno não será possível… Sabíamos que as férias iriam ser diferentes este ano. Apesar de tudo, fiz um pouco de praia e sem grandes complicações, nem aglomerados.

Posso dizer que em termos de respeito das normas de segurança, me parecem ser mais cumpridores em Portugal do que no país onde vivo. Visitámos familiares numa clinica privada e foi tudo com um rigor meticuloso. Só uma visita por dia por paciente, por 30 minutos, com máscara e à distância. Eu própria tive de ir fazer curativos e sempre me controlaram a febre, fui obrigada a utilizar a máscara e a desinfetar as mãos. Algo que aqui na Suíça não me foi solicitado.

Tambem Cristina Costa, emigrada na Suíça, esteve em Portugal e se sentiu "segura tanto na viagem como na estadia". Ainda deu um pulinho em Itália, onde diz que os procedimentos são semelhantes aos de Portugal. Sandra Lopes ficou surpreendida pela positiva com Portugal: "No voo uso obrigatório de máscara, à chegada a Lisboa controle de temperatura antes de abandonar o aeroporto e uso obrigatório de máscara. Mesmo depois, as pessoas super cuidadosas tanto em restaurantes, como em supermercados, centros comerciais e na praia distância mais do que segura tanto no areal, como no mar. Muito mais cuidadosos do que aqui na Suíça. Portugal está de parabéns sem dúvida. Fui muito receosa, mas senti-me mais segura lá do que aqui", refere a emigrante de Aveiro.

Juliana Peniche, criminóloga vinda do Porto, refere que apesar das férias diferentes, sente-se bem em Portugal. A emigrante em Berna, lamenta apenas ver um dos efeitos negativos que esta pandemia trouxe: alguns comércios fechados, mas tirando isso afirma que apenas é um ano em que as pessoas se têm de habituar a uma nova realidade.
"Por vezes esquecia-me de usar a máscara e notava os olhares, por não respeitar o uso da mesma, o que automaticamente me recordava o meu dever. Não me sinto insegura. De modo algum! Curiosamente sinto-me mais protegida aqui do que na Suíça. Estava receosa, admito. Mas neste momento estou surpreendida. As forças de segurança estão por todo o lado. Começamos todos a entender que tem de ser assim. Não há nada a fazer. É o que temos, para já - distâncias de segurança, máscaras e desinfectantes são o nosso cartão de visita".

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Carla Pimenta
Jornalista da luso.eu CC43 A
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