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quarta-feira, 22 setembro 2021

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Um ou dois entraves de um vegan



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Na semana passada fui comer uma pizza, num restaurante de cozinha italiana, que incluía pratos vegan, ou seja, sem qualquer derivado de animal. Não foi para minha surpresa quando, na conta final, fora incluída uma taxa extra pelo queijo vegan, na substituição do queijo mozarela comum. Tal sobretaxa acontece neste restaurante tal como por exemplo em cafés, quando na substituição do leite se pede bebida vegetal.

Não sendo eu da área da política, economia nem empresária, não sei bem como se pode resolver o problema das taxas extras cobradas aos produtos que não incluam ingredientes de origem animal. Mas face a um mundo desorientado, na iminência da autodestruição, seria ótimo que as alternativas mais verdes, adotadas por livre e espontânea vontade por parte dos consumidores, não provocassem maior gasto de dinheiro que as outras alternativas.

Já sabemos qual a relação de preço entre uma salada e um hamburger nas grandes cadeias de fast-food, bem como em quase todo o tipo de restaurantes. Os preços deveriam ser equiparados, para que existisse maior número de escolhas que fossem realizadas em favor de um mundo mais sustentável, ecológico e com menos sofrimento.

Sabemos que as nossas escolhas enquanto consumidores definem o mercado. Como temos notado, ultimamente, não se fala noutra coisa senão de sustentabilidade, de produtos biológicos e de veganismo.

Os restaurantes estão a adaptar o menu, adicionando novos pratos para satisfazer um maior número de pessoas, tornando-o mais inclusivo para todo o tipo de regimes e restrições alimentares. Mas isso não deveria ser feito às custas do bolso do consumidor. Senão a ideia de que as soluções nutricionais mais sustentáveis são mais caras passa a ser um facto, apesar de muitas vezes não ser verdade.

Feitas as contas ao final do mês entre os gastos de supermercado de uma família vegetariana/vegan e uma família sem restrições alimentares, a primeira família, que se alimenta essencialmente de cereais, como o trigo e o milho, por exemplo, e de leguminosas como o grão, o feijão e as lentilhas, podendo ter, em alguns momentos, a adição de alguns alimentos com mais proteína como a soja, o tofu ou a seitan, não sai prejudicada. Pelo contrário. Na minha experiência e na experiência de tantos vegans à solta, o retirar da carne e do peixe das compras mensais, reduz os custos gerais de supermercado.

Bebida vegetal e não leite vegetal. Também não percebo muito bem o fanatismo por se proibir os termos de “leite” a que o consumidor já está habituado, nas suas idas ao supermercado. Não chega dizer que certo produto é vegetal, como vem explicitamente referido nas embalagens? A Comissão Europeia acha que não. Ao que parece, a grande indústria dos lacticínios morre de medo de que o cliente confunda os produtos de termos idênticos, apesar de um estudo da Universidade Católica já ter provado que não, uma vez que 96,4 por cento dos 1013 participantes sabiam o que são produtos de origem vegetal. É engraçado pensar que, enquanto o mundo está caótico, existe alguém na secção dos lacticínios do supermercado a pensar: como é que as amêndoas dão leite? Só pode ser este o argumento para se querer mudar os nomes dos produtos.

Mas... não foi a Mimosa que usou este jogo com palavras a seu favor, colocando o seu leite proveniente das vacas com aveia, chamando-o “leite e aveia”, proporcionando o equívoco de tantos consumidores? Não deveria a nossa língua materna, como qualquer outro meio de expressão, ter a capacidade de ser flexível e acima de tudo, ter espaço para evoluir? Não é isso que andamos nós a fazer, desde sempre? A ajustar aos novos tempos e à internacionalização?

 O interesse na compra e na experiência de novos produtos mais amigos do ambiente deve ser sempre estimulados, sendo que estes produtos são igualmente satisfatórios a nível de sabor, cumprindo também os requisitos a nível nutricional.

Não há necessidade para resistir à mudança – ela já está a acontecer. Com preços mais caros ou nomes que fogem do senso comum do consumidor, a mudança está definitivamente com longas pernas para andar. E com ela surge uma consciência ecológica muito maior e uma pegada ecológica muito menor. As empresas terão o tempo para fazer os ajustes necessários a fim de se adaptarem aos novos interesses dos seus clientes. O que por vezes precisam é de vontade. Mas tenho a certeza de que esta também existirá, seja pela (boa) pressão dos consumidores ou por um aumento de consciência das nossas escolhas nos tempos que correm. Nem certos entraves têm já a mesma força impeditiva. No entanto seria bom que estes deixassem de existir para que pudéssemos experimentar o fim das barreiras. E que em lugar de uma força impeditiva existisse uma força unificadora, capaz de regenerar o único planeta com as condições ideais ao desenvolvimento da nossa vida.

 

Luso.eu - Jornal das comunidades
Ana Sofia Graça
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