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Jovens europeus apelam para que não exista cortes na ajuda europeia

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Jovens ativistas de toda a Europa escreveram uma carta aos Chefes de Estado e de Governo europeus antes da reunião do Conselho Europeu que se irá realizar nos próximos dias 17 e 18 de julho. Os líderes europeus estarão em Bruxelas com objetivo de decidir sobre o orçamento do próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia, referente a 2021-2027.

No documento enviado, os jovens exigem que a União Europeia assuma um papel de liderança no contexto internacional e pedem um aumento dos recursos financeiros para os programas de ação externa, de modo a que seja possível construir um futuro definido pela igualdade e em que todos estejam em segurança.

No passado dia 10 de julho, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, apresentou uma redução de 4,7 mil milhões de euros na rubrica “Vizinhança e Mundo”, onde se incluem os programas de ação externa. Esta proposta é vista como uma maneira de ir ao encontro das pretensões dos países frugais (Áustria, Dinamarca, Finlândia, Países Baixos e Suécia) nas negociações para o próximo quadro financeiro plurianual da União Europeia.

Num comunicado enviado pela ONE, Rúben Castro afirmou que "a covid-19 demonstrou que só através da união e de um trabalho conjunto é que podemos resolver os desafios que enfrentamos a nível mundial. Nas negociações para orçamento de 2021-2027, a União Europeia tem uma oportunidade única de liderar o futuro, tendo em vista um mundo mais justo e igualitário. É por essa razão que, em conjunto com os meus colegas voluntários, peço aos líderes europeus que rejeitem quaisquer cortes na ação externa. A nossa geração quer um futuro mais igual para todos e os líderes europeus têm aqui uma boa oportunidade para mostrar que partilham dessa visão.”

Já Emily Wigens, Diretora na UE da ONE Campaign, referiu que  "com a previsão de até 100 milhões de pessoas a serem empurradas para situação de pobreza extrema, a União Europeia e os seus estados-membros, como o maior doador a nível mundial, têm a responsabilidade de fazer mais para o futuro das próximas gerações na Europa e no mundo em geral. Precisamos que os líderes europeus sigam o apelo destes jovens ativistas e rejeitem os cortes na ação externa no Conselho Europeu".

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