A Bandeira de Portugal é um rectângulo com proporções 2:3, dividido verticalmente em verde (a 2/5 do comprimento) e vermelho (3/5).
Quando desfraldada, a parte verde fica do lado da tralha, ou do lado esquerdo quando representada graficamente.
Centrado na linha de separação entre o verde e o vermelho está o brasão de armas de Portugal, consistindo numa esfera armilar sobreposta pelo tradicional escudo português, que é de prata, com cinco escudetes de azul carregados de cinco besantes de prata e bordadura de vermelho, com sete castelos de ouro.
A bandeira foi oficialmente adotada a 30 de Junho de 1911, mas era já usada desde a Proclamação da República Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910.
O significado da Bandeira
A bandeira tem um significado republicano e nacionalista. A comissão encarregada da sua criação explica a inclusão do verde por ser a cor da esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891. Segundo a mesma comissão, o vermelho é «a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (...). Lembra o sangue e incita à vitória.» Durante o Estado Novo, foi difundida a ideia de que o verde representava as florestas de Portugal e de que o vermelho representava o sangue dos que tinham morrido pela independência da Nação. As cores da bandeira podem, contudo, ser interpretadas de maneiras diferentes, ao gosto de cada um.
No seu centro, acha-se o escudo de armas portuguesas (que se manteve tal como era na monarquia), sobreposto a uma esfera armilar, que veio substituir a coroa da velha bandeira monárquica e que representava o Império Colonial Português e as descobertas feitas por Portugal.
Os cinco pontos brancos representados nos cinco escudos no centro da bandeira fazem referência a uma lenda relacionada com o primeiro rei de Portugal. A história diz que antes da Batalha de Ourique (26 de Julho de 1139), D. Afonso Henriques rezava pela protecção dos portugueses quando teve uma visão de Jesus na cruz. D. Afonso Henriques ganhou a batalha e, em sinal de gratidão, incorporou o estigma na bandeira de seu pai, que era uma cruz azul em campo branco.
Tradicionalmente, os sete castelos representam as vitórias dos portugueses sobre os seus inimigos e simbolizam também o Reino do Algarve. No entanto, a verdade é que os castelos foram introduzidos nas armas de Portugal pela subida ao trono de Afonso III de Portugal. Este rei português não podia usar as armas do pai, D. Afonso II, sem «diferença» por não ser seu filho primogénito. Há quem considere que, com a subida ao trono de D. Afonso III, e já na qualidade de rei, este deveria ter abandonado as suas armas pessoais e usado as do pai e do irmão.
Características
Dimensões oficiais da Bandeira de Portugal
O comprimento da bandeira é igual a 11⁄2 da sua largura, que se traduz numa proporção de 2:3. O fundo é verticalmente dividido em duas cores: verde escuro do lado da haste, e vermelho escarlate da mosca. A divisão
das cores é feita de maneira a abranger verde em 2⁄5 do comprimento, sendo os restantes 3⁄5 preenchidos por vermelho (relação 2-3). O brasão de armas (sem a coroa de louros), (o escudo português no topo de uma esfera armilar em amarelo e avivada de negro), é posicionado sobre a fronteira entre ambas as cores.
A esfera armilar tem um diâmetro igual a 1⁄2 da largura e é equidistante das bordas superior e inferior da bandeira. A esfera, desenhada em perspectiva, possui seis arcos de ponta em relevo, quatro dos quais são circulos máximos, sendo os outros dois circulos menores. Os circulos máximos representam a eclíptica (maior arco oblíquo), o equador e dois meridianos. Estes três últimos são posicionados de modo que as intersecções entre cada dois arcos fazem um ângulo recto, um meridiano está no plano da bandeira enquanto o outro é perpendicular a este. Os circulos menores consistem de dois paralelos (dos trópicos), e cada tangente sendo uma das intersecções da eclíptica-meridiano.
Verticalmente centrado sobre a esfera está o escudo nacional. Sua altura e largura são iguais a 7⁄10 e 6⁄10 do diâmetro da esfera, respectivamente. O escudo está posicionado de uma forma que seus limites se cruzam com a esfera:
nos pontos de inflexão das extremidades distais do Trópico de Câncer (acima) e Trópico de Capricórnio (abaixo);
no cruzamento das bordas inferiores da metade posterior da eclíptica e de metade anterior do equador, e
na intersecção da borda superior da metade anterior da eclíptica com a borda inferior da metade posterior do equador.
Um aspecto curioso do projecto oficial é a ausência de um segmento do Trópico de Capricórnio, entre o escudo nacional e o arco da eclíptica.
O centro branco é, preenchido com cinco escudos azuis (escudetes ou quinas) dispostos como uma cruz grega (1+3+1). Cada quina contém cinco besantes brancos exibidos em forma de cruz de Santo André (2+1+2). A borda vermelha é detalhada com sete castelos amarelos: três no topo (uma em cada canto e uma no meio), dois no ponto médio de cada quadrante da base curva (rodados 45 graus), e mais dois em cada lado da borda, sobre a linha horizontal da bandeira do meio. Cada castelo é composto por um edifício principal, mostrando um portão (amarelo) fechado, em cima da qual estão três torres com ameias.
Os tons da cor da bandeira não são exactamente especificados em qualquer documento legal. Os tons aproximados estão listados a seguir:
| Sistema | Vermelho | Verde | Amarelo | Azul | Branco | Preto |
| PMS |
485 CVC |
349 CVC |
803 CVC |
288 CVC |
— |
Black 6 CVC |
| RGB |
255-0-0 |
0-102-0 |
255-255-0 |
0-51-153 |
255-255-255 |
0-0-0 |
| CMYK |
0-100-100-0 |
100-35-100-30 |
0-0-100-0 |
100-100-25-10 |
0-0-0-0 |
0-0-0-100 |
| Web |
#FF0000 |
#006600 |
#FFFF00 |
#003399 |
#FFFFFF |
#000000 |